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CENÁRIO BRASILEIRO ·

Pedro Pertusi venceu o último LAIC num campo em que só 11,7% dos brasileiros passaram ao Day 2

No LAIC de 2025 em São Paulo, os brasileiros foram 55,6% da Masters e passaram ao Day 2 menos que em Curitiba, Campinas e Recife em 2026, de 15,4% a 16,7%.

Ilustração da carta Gardevoir ex

No último Internacional da América Latina (LAIC), em São Paulo, em novembro de 2025, os brasileiros foram 55,6% da Masters e só 11,7% deles passaram ao Day 2, abaixo dos 17,3% do campo inteiro. O título ficou com um brasileiro, Pedro Pertusi, que perdeu a 1ª rodada e não perdeu mais.

O campo do LAIC de 2025

O LAIC de 2025 foi jogado de 21 a 23 de novembro, com 2.117 jogadores na Masters e 367 deles no Day 2. É o Internacional da mesma cidade que o deste ano, marcado para 20 a 22 de novembro.

PaísJogadoresDo campoNo Day 2Passou
Brasil1.17655,6%13711,7%
Chile42119,9%6615,7%
Estados Unidos1205,7%4537,5%
México673,2%1014,9%
Argentina653,1%1624,6%
Peru411,9%1229,3%
Canadá281,3%1657,1%
Fora do Brasil94144,4%23024,4%
Campo inteiro2.117100%36717,3%

Jogadores é a contagem da Masters com o país marcado na classificação, e Do campo é a parte deles nos 2.117. Passou é a parte que chegou ao Day 2 (jogadores no Day 2 ÷ jogadores do país). A tabela traz os sete países com mais jogadores.

O Brasil levou mais da metade do campo e ficou com 37,3% do Day 2. O Chile foi o segundo país, com quase um quinto do campo, e passou 15,7%, também abaixo do campo. Americanos e canadenses passaram bem mais: 37,5% e 16 de 28. Somados, os 941 jogadores de fora do Brasil passaram 24,4%, mais que o dobro da passagem dos brasileiros.

No LAIC, a vaga no Day 2 foi mais difícil para o brasileiro que nos Regionais de Curitiba, Campinas e Recife em 2026.

Os eventos grandes no Brasil desde então

EventoMastersBrasileirosBrasileiros passaramVisitantes passaramCampo passou
LAIC 20252.11755,6%11,7%24,4%17,3%
Curitiba1.44989,2%15,4%36,8%17,7%
Campinas1.72592,7%16,7%40,3%18,3%
Recife1.07488,3%16,3%32,0%18,2%

Brasileiros é a parte do campo com país Brasil entre os jogadores com país marcado; as duas colunas seguintes são a passagem ao Day 2 dos brasileiros e a de todos os outros países juntos. Campo passou é jogadores no Day 2 ÷ jogadores na Masters.

Em Curitiba, Campinas e Recife, de março a outubro de 2026, o Brasil foi perto de nove em cada dez jogadores e passou entre 15,4% e 16,7%, pouco abaixo do campo. Os visitantes, de 124 a 155 por evento e em sua maioria sul-americanos, passaram entre 32,0% e 40,3%. Os chilenos, o maior grupo de fora nos três, passaram 36,6% em Curitiba, 50,0% em Campinas e 30,8% em Recife. Os títulos de Curitiba e de Campinas foram do mesmo argentino, Matias Matricardi.

No LAIC, o campo de fora do Brasil foi de 941 jogadores, contra 124 a 155 nos Regionais, e a passagem dos brasileiros foi de 11,7%, a menor das quatro linhas. O mesmo desenho apareceu em Puebla, no fim de semana passado: os mexicanos foram 93,9% do campo e passaram 15,1%, e os 136 jogadores de fora passaram 39,0%.

Pedro Pertusi, da derrota na 1ª rodada ao título

Pertusi venceu o LAIC de 2025 com Gardevoir Jellicent e terminou com 15 vitórias, 1 derrota e 2 empates, contando um bye na 15ª rodada. A derrota veio logo na 1ª rodada, contra um jogador que terminou o torneio com 2-3-3, e a 3ª rodada foi empate. Da 4ª em diante não perdeu: o outro empate foi na 14ª, a penúltima da suíça.

No corte, eliminou Ilya Kornilov, da Finlândia, com Gholdengo Lunatone, nas quartas; Yoshiyuki Yamaguchi, do Japão, com Mega Absol Box, na semifinal; e Sebastian Lashmet, dos Estados Unidos, na final, num mirror de Gardevoir Jellicent. Foi o único brasileiro do Top 8, num corte com dois americanos, dois canadenses, dois japoneses e um finlandês. No Top 16 ficaram mais três brasileiros: William Azevedo (13º), também com Gardevoir Jellicent, Vinícius fernandez (15º), com N's Zoroark, e Douglas Borges (16º), com Mega Absol Box.

Desde então, Pertusi foi 4º em Curitiba, com N's Zoroark, e 3º em Recife, com Dragapult. Yamaguchi, que ele venceu na semifinal, foi 4º em Puebla, em 25 de outubro. O blog não conferiu fala de Pertusi sobre a escolha do deck ou a preparação para o LAIC.

O que isso pede para quem vai a São Paulo

O formato de 2025 era outro: o deck mais jogado do LAIC foi Gholdengo Lunatone, com 14,5% do campo, e a lista campeã não serve de ponto de partida para o deck deste ano. O que o LAIC de 2025 deixa é o campo. Nos quatro eventos da tabela, o grupo de visitantes passou ao Day 2 em proporção maior que a dos brasileiros, e no LAIC esse grupo foi 44,4% do campo, contra 7,3% a 11,7% nos Regionais.

Se você vai jogar o LAIC com Recife como referência, a passagem dos brasileiros foi de 16,3% lá e de 11,7% no LAIC de 2025. Ao mesmo tempo, o título de 2025 e três das outras vagas do Top 16 ficaram com brasileiros.

Limites da amostra

Divisão Masters. As contas por país usam os jogadores com país marcado na classificação (todos no LAIC de 2025; 1.433 de 1.449 em Curitiba, 1.708 de 1.725 em Campinas e 1.069 de 1.074 em Recife), e jogadores do Day 2 sem país ficam fora da passagem por país. Passagem ao Day 2 não diz quem jogou melhor: o grupo de visitantes é pequeno e não é uma amostra do país de onde veio. O LAIC de 2025 foi jogado em outro formato e outro calendário de coleções; o deste ano começa no dia em que o Reinado Delta (Delta Reign) passa a valer em torneio pela regra do regulamento.

Para o fim de semana de 31/10 e 01/11, a agenda tem 40 challenges e cups em lojas do país, no Player Dex.